* O Meio De Todas As Coisas




Entre o fim do começo e o começo do fim toda coisa ter uma massa

Inerte feito ponte pela qual passamos distraídos - ou não:

Os astecas sentiam chegar o exato momento do meio da vida -

o meio do meio da vida. O momento em que

o que já vivemos é exatamente igual ao que ainda não vivemos e nesse momento preciso o mais comum dos astecas sentia uma

súbita e inexplicavel vontado de tomar um trem mas como ainda

não o tinham inventado ele acabava por entristecer-se (daí a tristeza, essa vontade de algo que ainda não inventaram).

Gregorio Duvivier: nasceu no Rio de Janeiro em 1986 é um dos mais talentosos atores da nova geração Formado em Letras, Lançou o livro A Partir de Amanhã Eu Juro Que Vai Ser Agora (7 letras) de onde foi selecionado este poema.

Fonte: revista vida simples página 82 abril 2009 edição 78

* Há Poder Em Suas Palavras


"A palavra falada é capaz de abrir caminhos, portas e oportunidades"
www.riquezadamente.com

Contudo, poucas pessoas atentam para o poder extraordinário de suas palavras.Acreditam que palavras são meramente palavras e que não têm poder ou influência alguma em nossas vidas. Não poderiam estar mais equivocadas.
A palavra é a materialização verbal de seus pensamentos. Com suas palavras voce exterioriza um idéia, uma crença ou um ponto de vista.
E o que voce diz se reflete sim nas suas experiências de vida. Palavras pessimistas transmitem a essênciade uma vibração negativa. Por isso, pessoas que reclamam o tempo todo e só falam de coisas ruins tendem a exprimentar o fracasso.
Evite falar de derrotas, fracassos, desastres, doenças e miséria. A lei da atração, que opera alheia a nossa vontade, lhe dará mais daquilo a que voce presta sua atenção.
E que melhor forma de dar atenção a algo do que falar sobre ele? fa;e das coisas que deseja atrair para sua vida. Fale sobre riqueza, oportunidades e bem estar e certamente receberá mais disso. Esta é a lei.
a riqueza está em voce!
Fonte: www.riquezadamente.com

*A Dúvida e a Busca da Verdade: Ceticismo

"O ceticismo é essencial para que haja explicações e soluções, adequadas e coerentes, de problemas relacionados à ciência, mas não é fundamental para plena existência da ciência."
Herbert Alexandre Galdino Pereira
Se alguem lhe perguntasse "o que voce conhece? voce poderia pensar em uma porção de coisas, a maioria delas adquiridas em sua experiência cotidiana. Mas se a pessoa insistisse e perguntasse ''Álgo do que voce sabe é realmente verdade? apostaria sua vida nisso ?'', essas questões complicariam um bocado as coisas.
Eu, por exemplo poderia dizer que tenho certeza que sou filho dos meus pais, mas talvez eu tivesse sido adotado ou trocado na maternidade e estar enganado a esse respeito. Poderia ainda estar enganado sobre uma série de outras coisas que até então julgava certas. E se reparar direito, tudo o que eu tenho são crenças, algumas até muito razoáveis, mas nada de que eu possa dizer que é uma verdade irrefutável. Percebo, então que me falta um parâmetro para examinar as minhas crenças e verificar quais são realmente certas e quais são falsas.
Durante a história da filosofia, vários foram os filósofos que tentaram estabelecer as condições para que algo fosse tomado como absolutamente verdadeiro, isto é uma verdade que independensse de fatores circuntanciais e que fosse algo que não fosse verdadeiro para mim ou para um grupo de pessoas,
mas para todos os seres racionais.
Na investigação sobre as condições de validade do nosso conhecimento um grupo de filósofos merece destaque: os céticos. O termo cético vem da palavra grega skepsis, que significa " exame'' . Atualmente, dizemos que uma pessoa cética é alguem que não acredita em nada, mas não é bem assim, um filósofo cético é aquele que coloca suas crenças e as dos outros sob exame, a fim de verificar se elas são realmente dignas de crédito ou não.
Por Josué Candido da Silva (especial para pagina 3 Pedagogia & comunicação).
Fonte: htpp://educação.uol.com.br/filosofia/teria-conhecimento-1.jhtm

* O Amor-Próprio Como Fonte de Todos os Males


" O nosso amor-próprio é tão exagerado na suas pretenções, que não admira-se quase sempre se acha frustado nas suas esperanças."
Marquês de Maricá
É preciso não confudir o amor-próprio e o amor de si mesmo, duas paixões muito diferentes pela sua natureza e pelos seus efeitos. O amor de si mesmo é um sentimento natural que leva todo o animal a velar pela sua própria consevação, e que, dirigido no homem pela razão e modificado pela piedade, produz a humanidade e a virtude. O amor-próprio é apenas um sentimento relativo, fectício e nascido na sociedade, que leva cada indivíduo a fazer mais caso de si do que de qualquer outro, que inspira aos homens todos os males que se fazem mutuamente, e que é a verdadeira fonte de honra.
Bem entendido isso, repito que, no nosso estado primitivo, no verdadeiro estado de natureza, o amor-próprio não existe; porque, cada homem em particular olhando a si mesmo como único espectador que o observa, como o único ser no universo que toma interesse por ele, como o único juiz do seu próprio mérito, não é possivel que um sentimento que teve origem em comparações que ele não é capaz de fazer possa germinar na sua alma.
Pela mesma razão, esse homem não poderia ter ódio nem desejo de vingança, paixões que só podem nascer da opinião de alguma ofensa recebida. E, como é o desprezo ou a intenção de prejudicar, e não o mal, que constitui a ofensa, homens que não se sabem apreciar nem se comparar podem fazer-se muitas violências mútuas para tirar alguma vantagem, sem jamais se ofederem reciprocamente. Numa palavra, cada homem, vendo os seus semelhantes apenas como veria os animais de outra espécie, pode arrebatar a presa não mais fraco ou ceder a sua ao mais forte, sem encarar essas rapinagens senão como acontecimentos naturais, sem o menor movimento de insolência ou de despeito, e sem outra paixão que a dor ou a alegria de um bom ou mau sucesso.
Por Jean-Jacques Rousseau, in 'Discurso Sobre a Origem da Desigualdade'
Publicado por pns em dezembro 28,2004
www.citador. weblog.com

* Ser Como Um Rio Que Flui





"A grande sabedoria está em perceber as pequenas coisas e deixar fluir os grandes sentimentos."
Isaura Theodoro



"A vida é como um rio", diz um filósofo, e chegamos à conclusão que esta é a metáfora mais próxima do significado da vida. Por consequência, é sempre bom lembrar durante todo o próximo ano:
A) Sempre estamos diante de primeira vez. Enquanto nos movimentamos entre a nossa nascente ( o nascimento) ao nosso destino (morte), as passagens serão sempre novas. Devemos encarar todas estas novidades com alegria, e não com medo - porque é inútil temer o que não se pode evitar. Um rio não deixa de correr jamais.
B) Em um vale, andamos mais devagar. Quando tudo à nossa volta fica mais fácil, as águas se aclamam nos tornamos mais amplos, mais largos, mais generosos.
C) Nossas margens sempre são férteis. A vegetação só nasce onde existe água. Quem entra em contato conosco, precisa entender que estamos ali para dar de beber a quem tem sede.
D) As pedras precisam ser contornadas. Evidente que a água é mais forte que o granito, mas para isso é preciso tempo.
E) As depressões necessitam paciência. De repente o rio entra em uma espécie de buraco, e pára de correr com a alegria de antes. Neste momento, a única maneira de sair é contar com a ajuda do tempo. Qunado chegar o momento certo, a depressão se enche , e água pode seguir adiante. No lugar do buraco feio e sem vida, agora existe um lago que outros podem comtemplar com alegria.
F) Somo Únicos . Nascemos em um lugar que estava destinado para nós, que nos manterá sempre alimentados de água o suficiente para que, diante de obstáculos ou depressões, podemos ter a paciência ou a força necessária para seguir adiante.
G) Embora sejamos únicos, em breve seremos muitos. À medida que caminhamos, as águas de outras nascentes se aproximam, porque aquele é o melhor caminho a seguir. Então já não somos um, mas muitos - e há um momento em que nos sentimos perdidos. Entretanto, como diz a Biblia "todos os rios correm para o mar." É impossivel permanecer em nossa solodão por mais romântica que ela possa parecer. Quando aceitamos o inevitável encontro com outras nascentes, terminamos por entender que isso nos faz muito mais fortes, contornamos os obstáculos ou preencher as depressões em muito menos tempo, e com muito mais felicidade.
H) Somos um Meio de transporte. De folhas, de barcos, de idéias. Que nossa águas sejam sempre generosas, que possamos sempre levar adiante todas as coisas ou pessoas que precisamos de nossa ajuda.
I) Somos um fonte de inspiração. E portanto deixamos para um poeta brasileiro, Manuel Bandeira, as palavras finais:
"Ser como um rio que flui
Silencioso no meio da noite
Não temer as trevas da noite
Se há estrelas no céu, refliti-las.
E se o céu se enche de nuvens
Como o rio, as nuvens são água;
Refleti-las também sem mágoa
Nas profundidades tranquilas".
Por Paulo Coelho
Fonte: www.somostodoum.ig.com.br

* Felicidade é ...



"A felicidade para mim consiste em gozar de boa saúde, em dormir sem medo e acordar sem angústia."
Françoise Sagan
Felicidade hoje é diferente do que era ontem, que era onteontem. Para os gregos, a satisfação se dava muito mais nos campos das discussões filosóficas, de arte, política e esporte, e menos na relação econômica. Na Idade Média, a felicidade estava voltada aos aspectos religiosos e espirituais (estado a ser alcançado na outra vida). Foi no Iluminismo, no século 18, que as pessoas começaram a associar a felicidade ao desenvolvimento econômico com a ideia de progresso associado ao tecnicismo, à ciência, ao racionalismo. A partir dessa época, começou-se a pensar que o progresso econômico traria bem -estar.
- até certo ponto o progresso se justifica. Você leva em conta necessidades permanentes - argumenta o economista e professor de História do Pensamento Econômico, Eduardo Giannetti. mas, de lá para cá, o aspecto econômico ganhou proporções tão irrefreadas que o conceito de felicidade ganhou status de "ter".
Voltar a compreeder o aspecto econômico como parte de um todo e não como o fim para ser feliz é, na opinião de Giannetti, "um amadurecimento que só virá com a conscientização da grave perda ambiental"
Giannetti inclui a questão ambiental para dizer que, dentro de um conceito capitalista, com produção e consumo exacernados, o meio ambiente fica gravemente desgatado, prejudicando a nós mesmos, como num ciclo vicioso.
Autor de um livro chamado Felicidade - no qual trata do tema a partir do Iluminismo e suas promessas de felicidade que trariamo Progresso nas Ciências e nas Artes - Giannetti é a favor de pensarmos se o caminho que estamos trilhando caminha a favor ou contra a felicidade.
Lá no século 19, felicidade era um tema muito bem quisto pelos economistas. No século 20, devido ao crescimento da preocupação com a aquisição, o item felicidade foi sendo deixado de lado. Até que, no fim do século, o assunto voltou à pauta.
Sabe por que Giannetti diz isso? porque temos dificuldades em nos livrar - ou ao menos dosar - das atuais necessidades que criamos. São os tais bens materiais que, segundo palavras de Giannetti, nos ajudam a ser socialmente respeitados e estimados. porém, demandam tempo e labuta. E voce tem feito algo prol da sua felicidade?
Por Ana Paula Bandeira
Fonte: Jornal Diário Catarinense pag.8 DONNA- 2 de Janeiro 2011

* O Valor do Silêncio em um Mundo Barulhento



"Nossos momentos de quietude podem criar ruído aos demais"
Dwight Garner
Existe dignidade nas coisas silenciosas e nas pessoas silenciosas, e a gravidade se intensifica nas atividades que costumamos desempenhar em silêncio: ler, rezar, olhar quadros, andar na floresta. Nós associamos os ruídos fortes à violência. Sem alto-falantes, Hitler observou, os nazistas não conquistado a Alemanha. É dificil imaginar Gandhi montado em um Harley.
Gostaríamos de pensar, a maioria de nós, que somos essencialmente silenciosos; isto é, temos consideração pelos humanos sem sermos tímidos, frágeis e desinteressantes. Mas não vamos nos apressar. Devemos tomar cuidado para não traçar fáceis "analogias morais entre ruído e mal, silêncio e bem" escreve Garret Keizer em seu novo livro "The Unwanted Sound of Everything We Want: A Book About Noise"( o som indesejável de tudo o que queremos: um livro sobre o barulho; ed Public Affairs).
O preço de nossos momentos de silêncio geralmente é o clamor em ouvidos alheios. Árvores são cortadas, o papel é transformado em polpa e as impressoras rodam para fazer livros e jornais. Para frequentar um retiro de meditação é preciso pegar um avião. Nosso mundo está ficando mais ruidoso, um fato de esmagar os ossos e que é explorado, em uma convergência assustadora. Há mais aviões cruzando e mais carros zunindo em mais estradas, observam esses autores. Eliminamos tudo isso com o que talvez seja o som mais prejudicial de todos o que pulsa dos fones do iPod.
Eu leio todos esses livros com a conciência de que meus próprios nervos estão cada vez mais dilacerados e que eu geralmente escrevo ( e com frequência leio) usando protetores de ouvidos desajeitados, do tipo que um funcionário de pista de aeroporto colocaria na cabeça em 1961.
Se esses livros aprofundaram munha conciência do ruído, porém eles também a complicaram. Como indica Keizer, o barulho é uma das questões de classe mais espinhosa de nosso tempo, e tendemos a ignorar seus significados.
Por Dwight Garner